Os desafios da captação de investimentos para startups

O cenário das startups no Brasil tem crescido exponencialmente nos últimos anos, e nunca foi tão importante falar sobre os desafios da captação de investimentos para startups.

Empreendedores que desejam alavancar suas empresas ou veem os seus negócios como ativos financeiros, precisam se preparar para buscar recursos no mercado.

Afinal, como se preparar para essa captação?

O tema do artigo de hoje é resultado da parceria entre a SAFIE e Twiggy – a fashiontech que vale milhões. 😉

Entenda os estágios e tipos de investimentos para startups

Cada estágio de uma empresa demanda um tipo específico de investimento, desde os estágios iniciais, como pré-seed, até rodadas mais avançadas, como Série A, B, C, e assim por diante.

Em determinados momentos, startups podem optar por um IPO (Oferta Pública Inicial), introduzindo suas ações no mercado de bolsa.

Especificamente no Brasil e na América Latina, observamos um crescente movimento de Corporate Venture Capital (CVC) – grandes corporações que investem em startups visando pontos de sinergia ou até mesmo aquisições.

Compreender cada modelo de financiamento é vital para aqueles que se lançam no universo das startups, visto que, eventualmente, a captação de recursos se faz necessária – seja para garantir a sobrevivência do negócio ou para escalar uma solução já validada.

Neste momento, vamos nos concentrar nos investimentos de estágio inicial, mais precisamente, nos investimentos pré-seed e seed, especialmente o investimento-anjo.

Esse nicho tem ganhado destaque no cenário brasileiro, reflexo de uma movimentação global no mercado de venture capital.

Mas, qual é a distinção entre pré-seed e seed?

Há um ditado que afirma que os verdadeiros amigos apoiam nossos sonhos, mesmo quando têm dúvidas sobre eles.

No mundo das startups, o investimento FFF (Family, Friends and Fools) exemplifica perfeitamente essa ideia.

São aquelas apostas iniciais feitas por conhecidos ou “aventureiros” que veem potencial no projeto, mesmo em seus estágios mais incertos.

Para muitos empreendedores, o FFF se apresenta como a primeira opção de investimento, especialmente quando a auto-financiamento (bootstrapping) é inviável.

Investimento pré-seed

Neste estágio, a startup ainda está em sua fase embrionária, possivelmente desenvolvendo seu MVP (Produto Mínimo Viável).

A captação de recursos, nesse momento, é baseada na fé dos investidores na equipe ou na proposta do projeto.

Portanto, é essencial apresentar pesquisas, dados e análises que validem o potencial da ideia.

A expertise dos fundadores também pode ser um atrativo adicional.

Investimento seed

Quando o financiamento via FFF não é viável, muitas startups recorrem ao seed capital.

Este financiamento é destinado à validação do produto e ações iniciais, como aquisição de clientes e estratégias de marketing.

Com sinais mais claros de validação, entram em cena os investidores anjo, que podem ou não oferecer “smart money”.

Investidor anjo é aquele indivíduo que investe em startups em fase inicial, esperando retorno com a valorização da empresa em rodadas de investimento futuras ou eventos de liquidez.

O termo “smart money” refere-se ao investimento acompanhado da expertise e conexões do investidor, que pode contribuir significativamente para o crescimento da startup.

No episódio do SAFIE cast com o Ian Oliveira, ele nos conta sobre como foi a experiência da Twiggy no processo de captação do primeiro investimento – que não foi exatamente de um investidor anjo, mas fez milagres.

Como evitar os desafios da captação de investimentos? Prepare-se!

Conquistar a atenção e a confiança dos investidores não é tarefa simples.

Não basta uma boa ideia ou um MVP (Produto Mínimo Viável) bem construído.

O processo começa com a preparação. Assim, as startups que desejam atrair investimentos devem considerar:

  1. Identificar as necessidades de financiamento: antes de qualquer coisa, é crucial compreender de que forma os recursos captados serão aplicados na empresa. Isso passa uma mensagem de responsabilidade e planejamento ao investidor.
  2. Elaborar um plano estratégico: a visão e missão da empresa devem estar bem estabelecidas, assim como os objetivos de curto, médio e longo prazo. Além disso, um plano de negócios bem estruturado e com projeções financeiras consistentes é essencial.
  3. Identificar os investidores certos: nem todos os investidores são ideais para o seu negócio. É importante identificar aqueles que compartilham da sua visão e podem agregar valor além do capital.
  4. Desenvolver um pitch deck eficaz: este documento é, muitas vezes, o primeiro contato do investidor com a sua empresa. Portanto, ele precisa ser claro, conciso e mostrar o potencial do negócio.
  5. Negociação e fechamento: após despertar o interesse, é hora de entrar em detalhes sobre os termos do investimento e garantir que ambos os lados estejam satisfeitos.

Construindo relações duradouras com investidores

É imprescindível notar que investidores não são apenas fontes de dinheiro.

Como Ian Oliveira destacou neste episódio do SAFIE cast, a construção de relacionamentos genuínos com investidores institucionais é fundamental.

O próprio Ian precisou falar com mais de 150 investidores para conseguir abrir as portas para que o primeiro investimento fosse viabilizado.

Esses relacionamentos podem oferecer orientação, conexões valiosas no mercado e insights que vão muito além do capital.

Participar de processos de aceleração, eventos de networking e conversas informais pode ajudar nessa construção.

O objetivo não é apenas convencer alguém a investir, mas encontrar parceiros que acreditem e apoiem a visão da startup.

Atenção aos detalhes jurídicos

A captação de recursos, quando mal conduzida, pode resultar em problemas futuros.

Contratos mal elaborados ou termos não favoráveis para a empresa podem tornar o sonho do investimento em um verdadeiro pesadelo.

Por isso, é fundamental contar com orientação jurídica adequada.

Mais do que recursos, o processo envolve a busca por parcerias sólidas e duradouras que ajudarão a startup a alcançar novos patamares.

E, como qualquer arte, é necessário estudo, prática e, sobretudo, paixão pelo que se faz.

Conte com a SAFIE para te auxiliar a lidar com os desafios da captação de investimentos. Já ajudamos a viabilizar mais de 30 milhões em operações e atendemos centenas de startups em todo o Brasil.

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