Neste artigo, vamos te explicar como atrair e reter talentos através de um plano de partnership e como estruturar um programa de partnership na sua startup.
O partnership é um modelo que pode ser integrado à gestão e cultura empresarial como forma de promover e incentivar os colaboradores através do crescimento na estrutura organizacional da empresa.
Assim, conforme critérios pré estabelecidos, os colaboradores e/ou prestadores de serviço podem se tornar sócios da empresa de acordo com sua trajetória e contribuição.
O programa de partnership é uma forma de fomentar o engajamento e colaboração dos funcionários por meio do oferecimento de participação societária na empresa, com condições especiais de aquisição das quotas ou ações (“opção de compra”).
Apesar de ser um modelo de gestão mais aplicado em startups estruturadas como Sociedades Anônimas, em função da característica de sociedade de capital dessas empresas, é possível espelhar essa boa prática em startups menos maduras – com adaptações, é claro.
Para que serve um plano de partnership em startups?
O principal objetivo do plano de partnership é criar uma cultura de engajamento com os seus colaboradores e assim reter talentos e estratégicos na startup, fomentando o “sentimento de dono”.
Uma vez que os colaboradores que aderirem ao plano terão a possibilidade de se tornarem sócios, isso criará um incentivo pessoal para o colaborador, que terá maior responsabilidade e comprometimento com os resultados da empresa.
Consequentemente, a startup pode ter um crescimento muito mais acelerado pelo engajamento gerado com o plano de partnership, já que, como sócios, todos terão interesse direto no sucesso do negócio.
Além disso, o plano de partnership também auxilia na criação de uma cultura organizacional, e mesmo as startups que ainda não estão em estágios maduros de desenvolvimento podem se beneficiar dos seus resultados.
Inclusive, a cultura pode ser um fator determinante para a inclusão dos colaboradores no partnership, pois os futuros sócios deverão ser embaixadores da cultura da empresa.
Passo a passo para estruturação de um plano de partnership para a sua startup
Para estruturar um plano de partnership na cultura organizacional da sua empresa, você precisa estabelecer os critérios que serão utilizados para se tornar um sócio.
Os critérios de adesão mais utilizados em um plano de partnership são: temporal, discricionário e meritocrático.
Vamos avaliar e entender cada um desses critérios abaixo:
- Critério temporal
Embora possa ser usado isoladamente, geralmente, o critério temporal é utilizado combinado com os demais critérios.
Estabelece-se um período de tempo para o colaborador adquirir o direito a comprar a sua participação societária, período que costuma ser fracionado em checkpoints.
Por exemplo, caso seja estabelecido um período de 3 anos, é possível fracionar a cada 6 meses para aquisição parcial do direito de adquirir das quotas.
- Critério discricionário
Como o próprio nome diz, o critério discricionário considera uma decisão dos sócios e confere ou não o direito à aquisição das quotas, conforme o momento da empresa e o plano estratégico.
Para essa decisão, será levado em consideração o mérito do colaborador e sua contribuição para o crescimento da empresa.
- Critério meritocrático
Nesse critério, é considerado o desempenho e contribuição do colaborador para o desenvolvimento da empresa, bem como destaque na qualidade das suas atividades e alinhamento com a cultura organizacional e corporativa.
Aqui, podem ser adotadas métricas objetivas como metas ou milestones para avaliar melhor o desempenho do colaborador, além de um modelo baseado no método OKR (objective key results) ou KPI (key performance indicator).
A possibilidade de um dia se tornar sócio de uma empresa é uma forma extremamente eficaz de incentivar a produtividade de todos os colaboradores, desde estagiários ou trainees até gerentes.
Qual o percentual ideal para destinar ao pool de um plano de partnership?
Se uma startup e seus sócios decidem que estruturar um plano de partnership será uma estratégia eficaz, o próximo passo antes de instituí-lo é definir qual a reserva de participação societária que será destinada ao plano.
O pool é a reserva de capital social ou de ações (“pool”) que os fundadores e sócios irão destinar aos colaboradores que vão participar do plano de partnership.
Ao decidir esse pool, é importante considerar que, em Sociedades no modelo Limitada (LTDA), os sócios fundadores devem permanecer com cerca de 75% do Capital Social para manter o controle das decisões.
Ao definir o pool para o plano de partnership, os sócios precisam considerar o planejamento de captações futuras, eventos de liquidez e eventos que impactam o captable da empresa com diluições.
Se o captable ainda está “limpo”, você pode limitar o seu pool a 10% do equity. É uma margem segura.
Ou seja, o plano é composto por: estabelecimento de cultura empresarial, adoção de critérios claros e objetivos e determinar o pool reservado.
Assim, o Plano de Partnership é uma das principais ferramentas de engajamento e escalabilidade da startup, desde que seja corretamente implementado, com todos os pontos que trouxemos acima.
Sabemos que entender esse modelo pode ser complicado e tomar essa decisão sem orientação costuma ser um desafio e tanto para os empreendedores.
Esperamos que este artigo possa te ajudar a entender melhor o modelo de partnership para startups.
Quer estruturar um plano de partnership na sua startup? Clique aqui e agende uma reunião com um dos nossos especialistas.