Se a sua startup mal começou a operar e você já está pensando em captar investimento, você provavelmente está no caminho errado, está na hora de conhecer o momento certo para captar investimento.
Sim, direta e reta.
O modelo de startup importado do Vale do Silício levou muitos startupeiros a acreditarem que basta uma ideia genial para que investidores e sharks venham correndo colocar dinheiro nas suas mãos para você validar o seu negócio.
Contudo, a realidade é bem diferente.
Qualquer empresário deve estar ciente que empreender custa tempo e dinheiro do próprio bolso, e startups não são diferentes.
Uma solução escalável e tecnológica não é uma carta-branca para errar com o dinheiro dos outros.
Não é à toa que a primeira “rodada de investimentos” de uma startup, quando o negócio não é mais que uma ideia e talvez um plano de negócios, é chamada de FFF, “family, friends and fools”.
Dificilmente você verá um investidor profissional, acostumado ao investimento em startups, aportando dinheiro numa empresa que não possui nem um MVP rodando.
Essa é a primeira lição que quero deixar para você nesse texto: nos estágios iniciais da sua startup, seu foco não deve ser na busca de investimento, mas sim no desenvolvimento da solução e na validação dela pelo mercado.
Começando do começo: o que é investimento anjo?
A trilha do investimento em startups geralmente segue esse caminho:
Bootstrap > Investimento Anjo > Pré-Seed > Seed > Series A > Series B > Series C > IPO ou M&A
O estágio de bootstrap é quando a startup está rodando com capital próprio dos fundadores, sem investimento externo.
Muitos startupeiros criam seu negócio esperando que essa fase seja o mais curta possível, e que logo conseguirão aportes de terceiros para financiar o seu negócio.
Aí começa a busca pelo investidor anjo, uma pessoa física, que pode nem mesmo ser um investidor profissional ou experiente, para aportar capital na empresa em troca de equity.
Já falamos um pouco sobre esse assunto neste artigo de leitura obrigatória.
Quais são os erros mais comuns no Investimento anjo?
É nesse estágio que vemos muitas startups “trocando os pés pelas mãos” e cometendo erros que podem comprometer o futuro do negócio.
Isso porque, em estágios iniciais, é muito importante assegurar que o valor do investimento não esteja superfaturado.
Em rodadas de investimento anjo, o valor aportado deverá ser, idealmente, em torno de R$ 50 mil a R$ 150 mil.
O aporte de valores mais altos do que esses, por um investidor pessoa física, na primeira rodada da startup, pode ocasionar dois problemas:
- Comprometimento de uma parcela muito grande de equity.
- Supervalorização do valuation.
E por que esses são problemas?
Muito equity comprometido logo nas primeiras rodadas pode inviabilizar rodadas futuras, uma vez que os fundadores perderão muita participação societária logo de cara.
E a supervalorização do valuation pode ocasionar um downround, ou seja: uma rodada futura em que a empresa tem valuation mais baixo do que o da rodada anterior.
Como já falamos anteriormente, o downround é o verdadeiro pesadelo das startups, porque desvaloriza o investimento dos primeiros investidores e exige que os fundadores renunciem a ainda mais equity barato para se financiar.
Como uma startup pode captar investimento anjo sem medo?
Não tem segredo, na verdade. O momento certo para captar investimento precisa seguir alguns pontos de aprendizagem.
É só fazer o contrário de todos os erros que mencionei acima.
O investimento anjo pode ser muito importante, às vezes até essencial para a sobrevivência de uma startup no early stage.
Muitas vezes, o seu negócio pode ter potencial e MVP, mas não estar suficientemente maduro para atender aos requisitos dos fundos profissionais de investimento.
Nessa hora, o investidor anjo qualificado pode ser significativo para que a sua startup consiga tração o suficiente para buscar uma rodada pré-seed ou até mesmo seed direto em um fundo de investimento.
Contudo, é importante que o investidor não seja meramente um “banco” da startup.
Lembre-se: equity sai muito mais caro que juros.
O investidor não deve estar apenas disposto a aportar dinheiro no seu negócio, mas estar ciente dos riscos que o investimento em startup traz , além de poder contribuir de forma estratégica com o negócio.
O investidor anjo ideal não é aquele que somente aporta recursos, mas que traz o smart money, ou seja, conexões, insights e networking para que a startup possa melhorar seu produto, angariar mais clientes e escalar.
É importante também ter um planejamento financeiro claro para a utilização daqueles recursos, para não ser necessário abrir uma “rodada de emergência” para garantir a sobrevivência da operação.
Já se foi o tempo onde startups que não faturam e demoram anos para atingir o break even eram atraentes para o mercado.
Lembre-se: seus melhores investidores são seus clientes, que pagam pelo seu produto.
Mostrar para futuros investidores que a sua startup consegue caminhar com as próprias pernas, e que utilizará os investimentos para crescer e escalar, e não só para “tapar buraco”.
Nunca se esqueça de que uma startup, além de uma empresa, é um produto financeiro. Seus investidores buscam lucrar com a valorização do equity, e para isso, é preciso construir um negócio propício para o equity se valorizar.
Agora que você já sabe momento certo para captar investimento, está na hora de começar. Quer captar investimento anjo para a sua startup? Entre em contato com o nosso time!