Startups são novos modelos de negócios que propõem inovação, seja ela disruptiva ou incremental, e estão focadas em desenvolver o melhor produto possível.
Tudo isso se inicia com o Minimum Viable Product (MVP) – ou Produto Mínimo Viável, com custos bem reduzidos e ampla margem para adaptações.
Esse é o foco principal dessas empresas, mas ainda sim, é imprescindível que os fundadores estejam atentos à segurança de dados da startup, principalmente por ser um negócio com base tecnológica.
A LGPD já é uma realidade no Brasil e no mundo
Antes de entrar em vigor, a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais – LGPD foi muito debatida e prorrogada diversas vezes.
A lei já está em vigor, inclusive, já houve a primeira decisão de busca e apreensão com base nessa legislação.
Por isso, assim como as demais regulações que as startups vão ter que encarar, desde a trabalhista até as específicas de cada nicho de mercado, os novos negócios têm que estar adequados à LGPD.
Programa de Governança em Privacidade não é apenas para Big Techs
Startups e a adequação à LGPD, a preocupação com a privacidade chamou atenção devido a diversas discussões envolvendo, principalmente, as Big Techs.
Isso trouxe uma onda de regulações em privacidade, iniciando com a General Data Protection (GDPR), lei que regula o tratamento de dados pessoais na União Europeia, até outras ao redor do mundo.
Esses casos maiores criaram a falsa sensação de que apenas empresas desse porte deveriam se preocupar com privacidade e segurança de dados, não atingindo empresas menores e startups.
Porém, seguindo a tendência europeia, o Brasil procurou regular o espaço de coleta de dados, buscando a maior responsabilidade das empresas perante aos direitos individuais dos titulares de dados.
Algo semelhante ocorreu no Brasil com o Código de Defesa do Consumidor, que foi uma legislação bastante garantista e protetiva.
Cabe ressaltar que a lei brasileira possui forte influência da regulação europeia, o que traz benefícios às startups que almejam expandir suas operações internacionalmente, pois podem atender as demandas das duas legislações. Assim, já temos os mecanismos jurídicos para que a sua startup esteja adequada à LGPD.
Startups e a adequação à LGPD: as vantagens competitivas de se adaptar no início
Startups são caracterizadas pelo seu baixo custo de operação e escalabilidade.
Com a adequação à LGPD logo no início, vem uma vantagem concorrencial perto de empresas que precisaram reestruturar suas operações para atender os requisitos da lei.
É recomendado, para startups em fase de ideação, que projetem sua base tecnológica – seja um site ou aplicativo – levando em consideração as diretrizes de privacidade e os direitos do titular previstos na LGPD.
Assim, o momento ideal para aplicar o privacy by design é justamente no início, em que a plataforma é arquitetada e projetada para oferecer privacidade e segurança ao titular dos dados pessoais.
Foco no crescimento: como a LGPD vai te ajudar (e muito!)
Após o início das operações e até mesmo antes dela, as startups buscam o tão sonhado investimento anjo, com o objetivo de captar recursos para o seu crescimento.
Com isso, muitos investidores analisam minuciosamente a condição de cada startup, desde o time que compõe até especificidades do nicho de mercado, passando principalmente pelas condições regulatórias, que agora incluem a LGPD.
Como as startups, no geral, possuem base tecnológica, a adequação é essencial para que a operação seja segura para e para os titulares, tornando o interesse do investidor em aportar na startup ainda maior quando a empresa está adequada.
Ou seja, a adequação a LGPD pode ser, além de um diferencial competitivo, um fator determinante que vai garantir que o investidor escolha a sua startup para um aporte generoso, garantindo o seu desenvolvimento.
Viu como a segurança e privacidade são importantes para a sua startup e a adequação à LGPD?
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