Startups não são empresas tradicionais e isso você, provavelmente, já sabe. Então, como funciona um investimento-anjo?
Essas empresas se diferenciam por se utilizarem da tecnologia para criar um produto ou serviço inovador e facilitarem a vida das pessoas solucionando problemas que, na maioria das vezes, elas mesmas não sabiam que tinham.
Hoje, ninguém mais precisa ir a uma agência bancária para abrir uma conta, por exemplo, ou para adquirir um cartão de crédito.
Fintechs como Nubank e Inter transformaram agências em aplicativos, e você pode ter uma conta bancária e um cartão de crédito em minutos.
Ligar para chamar um táxi ou pedir uma pizza se tornou obsoleto e desnecessário com o Uber, Ubereats, iFood e 99táxi.
Essencialmente, startups utilizam a tecnologia e os meios digitais para criarem e venderem facilidades. E todo mundo ganha com isso.
No entanto, como todo novo empreendimento, hora ou outra as startups precisam de recursos.
Mesmo as que começam em um quarto ou em um trailer, como a startup de arquitetura Upik, eventualmente precisarão de investimentos além do próprio bolso dos donos.
Nos estágios iniciais de uma startup, o investimento anjo pode ser a ponte entre uma simples ideia e o futuro unicórnio que uma empresa pode se tornar.
Por isso, é importante entender essa modalidade de investimento e saber como sua startup pode captá-lo e se beneficiar disso.
Preparamos esse artigo em 03 passos que vão te ajudar a entender como funciona um investimento-anjo de uma vez por todas.
Passo 1: Entenda o que é investimento-anjo.
Nenhum investidor aplica seu capital buscando prejuízo. Isto vai de encontro à própria lógica do investimento em negócios.
Contudo, investidores anjos não realizam seu investimento baseados única e exclusivamente no retorno financeiro que podem obter com o dinheiro investido.
Investidores anjo são pessoas, geralmente físicas, que aportam capital próprio nos estágios iniciais de uma startup na qual veem potencial de crescimento e escalonamento do negócio.
Startups possuem grande potencial de crescimento e escalabilidade do negócio, então o potencial de retorno no longo prazo é grande.
Contudo, como o investimento-anjo é realizado nas fases iniciais do projeto, o risco também é muito grande.
Por isso, o investidor anjo, que usualmente é um empresário, executivo ou profissional liberal, investirá somente nas startups nas quais vê real potencial de crescimento.
O investidor anjo não investe somente no lucro, mas na ideia e, principalmente, nas pessoas que compõem o time.
Além disso, o anjo não traz somente recursos financeiros para a startup em crescimento, mas sim, o chamado de “smart money”, ou seja, “dinheiro esperto”.
Isso porque, esses executivos, empresários e profissionais liberais investem seu dinheiro, contatos e know how na startup.
Na modalidade de investimento anjo, o dinheiro vem acompanhado de conselhos estratégicos de alguém que já construiu um negócio bem sucedido, e pode ajudar a startup a alcançar os resultados almejados por seus fundadores e investidores.
O investidor pode optar por um prazo para receber o retorno do investimento, porém, a maior parte dos investimentos dessa modalidade são feitos por meio de participação societária do anjo.
Ou seja: o investidor investe em troca de participação societária minoritária, e, assim, poderá receber os lucros da empresa, e também participar em reuniões e conselhos, e orientar os fundadores. Essa é a primeira lição de como funciona um investimento-anjo.
Passo 2: Por que captar investimento anjo?
As vantagens do investimento anjo para os investidores são claras: possibilidade de aportar no início de um negócio inovador, com grande possibilidade de crescimento, e ainda ajudar a startup a alcançar esse crescimento.
Para a startup, os benefícios também são nítidos.
Primeiramente, o investimento anjo vem com condições muito mais favoráveis ao empreendedor do que um empréstimo bancário, por exemplo.
Além de não ter de lidar com juros abusivos e a burocracia bancária, a startup que recebe investimento anjo ganha um novo sócio e mentor para auxiliar no seu crescimento.
Assim, ao invés de a startup adquirir uma dívida que age como uma âncora, o investidor anjo é um foguete que impulsiona o crescimento do negócio.
O investimento anjo não é livre de ônus, pelo contrário: a startup que recebe investimento anjo deve estar ciente de que, além da participação financeira, está aceitando novos sócios em seus negócios.
Sócios estes que contribuem ativamente aconselhando os fundadores, e assegurando os melhores interesses da startup – e consequentemente, os seus melhores interesses, enquanto investidores.
O investimento anjo é, então, uma grande oportunidade para ambas as partes: os fundadores obtêm o smart money e investidores, a oportunidade de chegar primeiro em um novo negócio, e ajudá-lo a atingir o seu potencial de crescimento.
Passo 3: Como funciona um investimento-anjo e como captar investimento anjo?
O investidor anjo não precisa ter uma fortuna: em uma rodada de investimento, cada investidor pessoa física pode começar investindo R$ 20 mil reais, desde que ciente do risco que este investimento carrega intrinsecamente.
Nenhum investidor correrá riscos à toa. Para isso, o primeiro passo para receber investimento anjo em sua startup é seu potencial de crescimento, que é o primeiro ponto que será analisado pelos investidores.
Para buscar investimento anjo, é necessário que a sua startup já esteja minimamente estruturada para responder duas perguntas: que problema eu vou resolver e como vou resolver?
Havendo um objetivo claro e um plano de ação traçado, o investimento anjo pode ser o próximo passo.
Além disso, os investidores analisaram a fundo o perfil de quem está se dispondo a tirar essa ideia do papel. O perfil do empreendedor pode ser fundamental na hora de um grupo de investidores decidir ou não aportar seu dinheiro na startup.
Também é necessário que a startup já tenha desenvolvido seu MVP – minimum viable product – ou algum tipo de protótipo, e colocado-o à prova com clientes potenciais e provável público alvo.
Como dissemos, a viabilidade do negócio é fundamental para o investidor anjo, uma vez que é um investimento de risco.
Validado o projeto, os fundadores deverão elaborar um pitch – uma apresentação do negócio voltada aos investidores
O pitch deverá ser estruturado de forma a convencer os investidores de que investir na sua startup é um bom negócio.
Para isso, deve conter informações essenciais como projeções financeiras e projeções de cenários da startup nos próximos anos.
Nesta etapa, o empreendedor pode precisar de ajuda especializada para estruturar seu negócio e apresentá-lo da melhor maneira aos investidores.
O advisor poderá ser um profissional contratado, como um advogado, ou um especialista que o fará em troca de uma pequena participação societária na startup.
O pitch poderá ser encaminhado a potenciais investidores do círculo do empreendedor, ou ainda, a redes de investidores e eventos de negócios.
O importante é mostrar que seu negócio está aberto a investimentos.
Com a casa em ordem e pronta para receber investimento, quando surgirem investidores interessados, bastará formalizar a proposta, elaborar e assinar os documentos que formalizam o investimento.
Nesta hora, um especialista para elaborar os contratos e documentos societários pode ser a diferença entre um negócio desfeito e um investimento com ambas as partes satisfeitas. Por isso, é importante que você tenha conhecimento de como funciona um investimento-anjo.
O investimento anjo é um propulsor da inovação: como funciona um investimento-anjo?
O investimento anjo é, como as próprias startups, uma solução inovadora, que beneficia investidores e empreendedores.
Centenas de startups já viabilizaram seus negócios por meio de investimento anjo, e, mesmo com a crise, essa modalidade de investimento está em crescimento.
Por isso, se a sua startup está buscando os meios para crescer e escalar o modelo de negócio, a porta de entrada pode muito bem ser o investimento anjo, e seus benefícios para todas as partes envolvidas.
Caso queira se aprofundar sobre o tema, escrevemos outros artigos de leitura obrigatórios sobre investimento-anjo aqui, aqui e aqui.
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