Riscos de contratar funcionários sem registro

Os riscos de não registrar funcionários podem se transformar em verdadeiras armadilhas financeiras e legais. Neste artigo, vamos abordar como evitar essas situações e proteger sua empresa de prejuízos futuros.

Ter funcionários sem registro é como manter uma bomba-relógio silenciosa.

A cada momento, enquanto você gerencia o caixa, atende clientes ou organiza o estoque, essa bomba está lá, prestes a explodir.

Você sabe que, em algum momento, terá que resolver essa situação.

Mas, adiando a decisão, o risco de prejuízo cresce.

Recentemente, um empresário dono de uma hamburgueria experimentou o efeito dessa bomba quando um ex-funcionário, após dois anos sem registro, entrou com uma ação trabalhista exigindo valores que superavam o salário de três anos de trabalho.

Registrar formalmente seus funcionários é uma necessidade urgente e pode evitar esse tipo de passivo financeiro.

O que diz a Lei sobre os riscos de não registrar funcionários?

A legislação trabalhista é objetiva: todo funcionário deve ser registrado.

De acordo com o artigo 29 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o empregador tem até cinco dias úteis para fazer a anotação da contratação na Carteira de Trabalho (CTPS).

Essa anotação deve incluir:

  • Data de admissão;
  • Remuneração;
  • Condições especiais de trabalho (se houver).

Mesmo contratos de experiência ou intermitentes precisam ser registrados.

Se o funcionário já está à disposição da empresa, o registro é obrigatório.

Quais são os principais riscos de não registrar funcionários?

Caso o funcionário não seja registrado, o vínculo empregatício ainda pode ser reconhecido por meio de uma ação trabalhista.

A falta de contrato formal não elimina a obrigação do empregador.

E isso significa que o colaborador pode exigir judicialmente todos os direitos que lhe cabem, incluindo:

  • Salários não pagos;
  • Férias;
  • 13º salário;
  • Vale-transporte;
  • Horas extras.

Além dos direitos, a falta de registro também pode gerar multas e outras penalidades legais.

A ausência de documentação trabalhista compromete a comprovação de pagamentos e eleva consideravelmente o passivo trabalhista da empresa.

Quando o vínculo trabalhista pode ser reconhecido?

Para que a Justiça do Trabalho reconheça o vínculo de emprego, algumas características precisam estar presentes:

  • Habitualidade: trabalho frequente e organizado entre as partes.
  • Onerosidade: prestação de serviços mediante salário.
  • Pessoalidade: o trabalhador realiza a tarefa pessoalmente, sem substituições.
  • Subordinação: o trabalhador cumpre ordens e regras do empregador.

Testemunhas, documentos, fotos ou comunicações podem servir como provas do vínculo, mesmo sem registro formal.

Como regularizar um funcionário sem registro?

A regularização de um funcionário não registrado exige cautela. Você tem duas opções:

  1. Registrar retroativamente: assumir todos os custos pendentes, incluindo salários, contribuições e multas.
  2. Planejar financeiramente: calcular quanto você deve e reservar mensalmente uma quantia para cobrir esse passivo, criando uma reserva para um eventual acordo.

Cada opção tem suas particularidades e riscos, sendo aconselhável consultar um advogado para direcionamento adequado.

Como minimizar os riscos de não registrar funcionários?

Prevenir é sempre o melhor caminho.

Para evitar problemas trabalhistas futuros:

  • Mantenha uma postura preventiva: seu RH precisa estar atualizado sobre direitos trabalhistas.
  • Organize toda a documentação: tenha pastas físicas e digitais para cada colaborador, atualizadas mensalmente.
  • Documentação de incidentes: registre qualquer ocorrência no mês, mesmo que seja “sem incidentes”.

Ter tudo registrado ajuda a empresa a evitar surpresas financeiras que podem prejudicar o fluxo de caixa.

Registrar corretamente seus funcionários não é apenas uma questão de conformidade, mas uma prática de responsabilidade com sua empresa e seus colaboradores.

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