Startups são construídas para crescer rapidamente e alcançar um grande objetivo: serem adquiridas em operações de M&A (Mergers and Acquisitions). Porém, para que esse processo seja bem-sucedido, é essencial que contratos societários incluam cláusulas como o Drag Along, que podem fazer toda a diferença na hora da venda.
Cada rodada de captação é, na prática, uma venda onde a empresa é o produto. O dinheiro que entra precifica a startup e serve como combustível para acelerar o crescimento e aumentar seu valor como ativo financeiro.
Um dos momentos mais aguardados pelos fundadores é o M&A, um evento que não apenas traz liquidez significativa (dinheiro no bolso dos sócios), mas também valida o valor da empresa no mercado.
Porém, existe um detalhe que pode transformar esse sonho em pesadelo: a ausência de uma cláusula contratual chamada Drag Along.
A cláusula de Drag Along, ou “cláusula de arraste”, é um mecanismo inserido em contratos como vesting e acordos de sócios para garantir que, em uma venda da empresa, os sócios majoritários possam obrigar os minoritários a venderem suas participações nas mesmas condições.
Na prática, isso evita que uma minoria bloqueie a transação. A aparência típica dessa cláusula é algo assim:
“Na hipótese de o Sócio ou um Grupo de Sócios detentores de metade ou mais do Capital Social da empresa pretenderem alienar parte ou a totalidade de suas Quotas/Ações a um terceiro, poderão exigir que o Sócio ou Grupo de Sócios minoritários o façam nos mesmos termos e condições.”
É uma regra que protege o interesse da maioria e mantém o alinhamento em situações críticas, como uma venda.
Imagine este cenário:
O problema? O contrato de vesting e o acordo de sócios não incluíam uma cláusula de Drag Along, o que dá a esse sócio o poder de bloquear a operação.
Resultado: uma venda que poderia trazer milhões para os envolvidos é completamente inviabilizada.
As consequências são graves:
A única maneira de evitar cenários como esse é dar atenção máxima aos contratos societários desde o início. A Drag Along, embora pareça um detalhe técnico, é um elemento essencial para proteger o futuro da sua empresa.
Os contratos que devem incluir essa cláusula são:
Elaborar contratos societários com o apoio de uma assessoria jurídica especializada é indispensável. Lembre-se: os detalhes importam.
Imagine outra startup, que, ao ser adquirida por um fundo europeu, conseguiu concluir a transação sem nenhum ruído, graças à cláusula de Drag Along no acordo de sócios. O processo foi rápido, todos os envolvidos receberam suas parcelas e a empresa se destacou ainda mais no mercado por sua organização.
Essa é a diferença que um contrato bem estruturado pode fazer.
Não corra o risco de ver anos de trabalho naufragarem por falta de uma cláusula. Invista nos seus contratos, proteja seus interesses e esteja preparado para o futuro da sua startup!
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